Trincas inesperadas, peças empenadas e tempo perdido na remoção de respingos: quem trabalha com solda para aço carbono conhece bem esses gargalos.
A boa notícia é que parte desses defeitos pode ser evitada ajustando a preparação da junta, escolhendo o ajuste e as máquinas corretas para cada tipo de aço carbono e a sua necessidade de projeto.
Continue a leitura e saiba como trabalhar com esse material.
Entenda as características da solda para ferro
Para executar uma soldagem resistente e livre de defeitos estruturais, é preciso compreender o processo de soldagem e seus ajustes, assim como as propriedades do material base para definir a configuração ideal de soldagem:
Composição do material
Do ponto de vista metalúrgico, o “ferro” é, na verdade, o aço carbono de baixo e médio teor de carbono (até 0,6%). Por isso, possui excelente soldabilidade e é utilizado na maioria dos processos fabris, que envolvem soldagem ou não.
Já o ferro fundido possui mais de 2% de carbono em sua composição, tornando sua estrutura rígida e com baixa ductilidade, ou seja, capacidade de um material sofrer deformação plástica permanente antes de se romper.
Durante o resfriamento da solda, o ferro fundido pode trincar devido às tensões internas. Portanto, exige processos específicos de pré-aquecimento e eletrodos ou arames de solda com ligas de níquel, que auxiliam na dilatação necessária, evitando a ruptura da junta.
Ainda, dependendo do caso, é necessário controlar o resfriamento da peça.
Aplicações práticas da solda para aço carbono
A soldagem em aço carbono é a espinha dorsal de serralherias, caldeirarias e indústrias.
Ou seja, é a base da fabricação de portões, grades, esquadrias, tubulações industriais, perfis estruturais, metalons, entre outros.
Metalurgia da solda e comportamento térmico
O arco elétrico funde o metal de base e o consumível, criando a poça de fusão.
A região ao redor da solda que não funde, mas sofre aquecimento intenso, é chamada de Zona Afetada pelo Calor (ZAC). Se essa zona sofrer excesso de calor:
- Em aços de médio/alto carbono, o resfriamento brusco da ZAC causa uma têmpera involuntária, deixando essaregião frágil e propensa a trincas;
- Em algumas peças, o excesso de calor provoca dilatação desproporcional, empenando a peça.
Dica técnica: para auxiliar nesse fatores, máquinas modernas da BALMER contam com processos MIG/MAG pulsado e duplo pulsado, que ajudam a ter um maior controle de calor aplicado na peça, evitando empenamentos e promovendo uma boa penetração.
Como escolher o tipo de solda ideal?
A soldagem em materiais ferrosos pode ser realizada por meio de quatro principais processos:
- Eletrodo Revestido (MMA);
- MIG/MAG;
- TIG (DC);
- Laser.
Cada uma atende a uma necessidade diferente. Para definir qual utilizar, é preciso analisar as variáveis que impactam a produtividade, o custo e a qualidade da junta metálica:
1. Eletrodo revestido: ideal em serviços externos e reparos
O processo com eletrodo revestido é versátil porque a proteção contra a contaminação do ar vem do próprio revestimento do eletrodo. Assim, elimina a necessidade de cilindros de gás.
Por isso, é ideal para trabalhos ao ar livre, locais com vento ou de difícil acesso.
2. MIG/MAG: mais velocidade na produção em escala
Se a sua meta é alta produtividade na oficina ou fábrica, o uso de uma máquina de solda MIG/MAG é indicado.
O arame de solda é alimentado de forma contínua e automática pelo motor alimentador de arame, eliminando as paradas constantes de troca do consumível.
Além disso, o gás de proteção previne a formação de escória, trazendo um bom acabamento e eliminando o retrabalho após a soldagem.
3. TIG (DC): precisão e acabamento sem respingos
A soldagem TIG (DC) utiliza um eletrodo de tungstênio não consumível e permite ao soldador poder adicionar manualmente o material.
Isso, dependendo da habilidade do soldador, proporciona melhor aporte térmico e correta adição de material à poça de fusão.
É a escolha obrigatória para tubulações, passe de raiz ou quando a solda necessita de estanqueidade, garantindo um ótimo acabamento de solda.
4. Solda a laser: mais produtividade com mínima deformação
A tecnologia de soldagem a laser foca maior quantidade de energia em uma área reduzida.
Essa concentração permite unir peças com maior velocidade quando comparada aos processos tradicionais a arco elétrico.
Como o calor aportado é extremamente focalizado, a zona afetada pelo calor é reduzida, garantindo que não haja o empenamento em chapas finas e entregando um cordão com alta penetração e com ótimo acabamento superficial.
Principais processos de solda
Veja um resumo sobre cada um dos processos a seguir:
| Espessura da chapa | Aplicação | Vantagem prática | |
| Eletrodo revestido (MMA) | Média a alta | Obras, campo e para baixo investimento | Alta mobilidade e baixo custo inicial |
| MIG/MAG | Fina a alta | Oficinas, serralherias e metalmecânicas | Alta taxa de deposição e velocidade |
| TIG (DC) | Fina a média | Caldeiraria, automobilística, etc | Cordão estético e zero respingos de solda |
| Laser | Fina a média | Aeroespacial, artesanato e hospitala | Alta velocidade e cordão estreito e limpo |
Soluções BALMER para a solda de ferro
Quando chega a hora de investir em uma máquina, o que você busca não é apenas o equipamento ideal, mas a certeza de que a produção será bem-feita.
O profissional precisa contar com uma parceira que garanta produtividade e a tranquilidade de saber que, se precisar de apoio, terá suporte rápido.
É exatamente com essa visão que a BALMER desenvolve suas soluções: unindo a tradição da maior fabricante do setor na América do Sul à tecnologia projetada para a realidade do soldador.
Confira as melhores opções BALMER:
Serralheria, reparos e uso portátil (eletrodo revestido)
Quando o serviço exige levar o equipamento até o local da obra sem abrir mão de um arco estável e de fácil abertura, as recomendações são:
- Linha EASY: máquinas de solda portáteis de baixo consumo elétrico. Projetadas para o profissional que trabalha com portões, grades, metalon e cantoneiras com agilidade;
- Linha JOY: máquinas compactas equipadas com tecnologias que garantem ajustes avançados e maior aplicação.
Oficinas e alta produtividade (processo MIG/MAG)
Se você produz peças de ferro em escala e não pode perder tempo com a troca constante de eletrodos e a limpeza de escória:
- Inversoras multiprocesso (Easy Flex MIG 160 DV/200 DV e Vulcano FLEX MIG 255i, 305i, 370i): oferecem a alta velocidade da soldagem MIG/MAG e permitem a troca fácil para TIG e Eletrodo na mesma fonte;
- Linha Vulcano MIG: caracteriza-se pela extrema robustez, sendo ideal em serralherias e indústrias pesadas com regime de solda rigoroso.
Leia também: Máquina de solda Vulcano: guia para as +30 máquinas da linha
Acabamento fino e tubulações em aço (TIG DC)
Para trabalhos em tubos, perfis e demais peças onde a junta exige estanqueidade e apresentação visual impecável:
- Linha JOY TIG (JOY TIG 163 / 203P): máquinas compactas e dedicadas. Ideais para quem busca excelente controle de arco, transporte prático e elevado acabamento;
- Vulcano TIG 205P DC: fonte inversora de alta performance com diversos ajustes de soldagem, projetada para entregar estabilidade, evitando a contaminação do tungstênio e garantindo estanqueidade perfeita em materiais ferrosos.
Veja também: Qual é a melhor máquina de solda?
Escolha a força da BALMER para suas soldas de aço carbono
Eliminar retrabalhos, acertar no acabamento e garantir cordões resistentes em ligas de aço carbono (ferro) é mais simples quando você conta com a tecnologia certa.
E, para cada desafio, existe um equipamento BALMER que entrega eficiência, velocidade e durabilidade.
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